domingo, 19 de maio de 2013

Falar é preciso!

 
A linguagem é do ser humano. Temos todo um aparelho psíquico formado para usá-la.
A palavra é a fonte da sabedoria que articulada com uma ação se torna uma Atitude.
Como é bom falar... tudo fala em nós! Não só a boca. O corpo fala, o olhar fala, até o silêncio fala...
Quando o coração salta pela boca, ele fala! Quando ele pára, ele fala! Nossa pele arrepia, nosso estômago gela, nossa cabeça dói, nossas pernas correm , nossos braços abrem... nossos dedos falam quando tocam uma tecla, uma corda, e fazem música... dançamos!Fizemos de uma tela em branco , Arte!
 Fale mais... infinito é a medida. Falar é colocar nome às palavras soltas em nós na busca de um sentido capaz de formar uma frase. A fala pode trazer uma sentença semântica ou somente uma sentença! Falar é um ato de responsabilidade. Gera consequências. Promove mudanças! Mas também pode levar a inibição de uma clausura. Fale mais... Somos pura linguagem e desejos censurados para conviver em sociedade. Para não morrer de prazer. No puro ego egoísta! Mas só falamos , porque somos estimulados e escutados por um outro ser humano. Somos então, humano, na relação com o outro desde o nascimento. Fale mais... e fique mais perto da sua verdade! 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Q o silêncio do seu grito, ecoe para o mundo! Não o deixe dentro de si! Liberta o corpo da angústia da alma! Griteeeeeeeee com vc mesmo! Pois somos seletivos com a nossa própria escuta! Com os outros, não vejo sentido... deselegante demais...Bjs
 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

 
 
 
Encontros... falando com uma paciente, chegamos a uma interessante reflexão: Os encontros existem ...Mas só alguns acontecem! E poucos se repetem. Que a vida é um encontro de histórias e a morte um legado delas. Que nossos "encontros" sejam intensos, densos, cheios, duvidosos até! Sempre vale a pena espiar um encontro e suas possibilidades.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

?

 
 
A angústia da dúvida é uma tortura ... Não seria melhor a certeza , seja ela qual for? Constatando o pior dos medos ou superando a melhor das expectativas? Acho que a covardia da ilusão, engessa qquer possibilidade de mudança real e eficaz! Bjs Ale.

Propósito

 
 
Não morra um milhão de vezes na mão do outro. Viva sua vida, comprometido com vc mesmo e naquilo que precisa para acanlçar seus objetivos. Não culpe ninguém por não sustentar-se. Dói uma decepção...Mas vc não precisa de uma overdose dela.Tenha um propósito além daquilo que se espera do outro. Não espere! Vá buscar e seja muitoooo Feliz."


   

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

50 Tons...

 
 
Um livro erótico e envolvente para as mentes femininas e ousadas. Faz um boa reflexão deste contra ponto sexo-amor. Quem faz o que e porque. A questão não fica somente numa relação sexual perversa. Mas o que a provoca. Faz a pele arrepiar... as tórridas descrições de sexo aguçadas em 50 tons de sentidos e todos eles, mostra uma autora com conhecimento de causa. São momentos que falam de uma dor maior... A dor de viver uma falta , algo pela metade, ou a dor do vazio, do nem isso? Assinar ou não um contrato, parece que fica em segundo plano, diante das descobertas & nuas imagens do passado e futuro. Já que o presente é pouco tempo pra tanto de apenas dois.
Uma linguagem perturbadora que nos dá um ambivalente encontro com a sexualidade. Sim... sempre ambivalente...sim , não, dor, prazer, tudo, nada, certo, errado...faz pensar, sentir algo menos radical,  um  tom intermediá rio ao preto e branco. Cinza... Há, sim 50 tons de cinza, realmente nos faz sair da tendenciosa mania de 8 /80 . Aprender a viver numa possibilidade... difícil manobra de uma educação onde se espera um posicionamento social. Cinza não existe! É uma mistura... 

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Evidências

Evidências

Esperar que o outro nos diga que não nos ama... como dói! Tanto a espera... quanto a constatação.

Não sei o que é mais angustiante.Mas penso que o melhor é a verdade! Enquanto brincamos de nos enganar na insegurança do outro, vamos velando a verdade daquilo que o coração já sente, a mente já sabe, mas os sentidos desperezam.

 E assim ,  procrastinamos o final. Como é difícil terminar, romper um amor que já foi tão seu...Mesmo que as evidências apontem para o fim, esperamos que algo mude o curso dele. É da estrutura humana, negar as perdas. Mas e quando se ganha a si mesmo, perdendo o outro que nos envolve?

O amor é subtração...

E uma relação é a soma dessas subtrações de si mesmo.
Portanto, que sintamos a dor assustadora do amor e encontremos nela o investimento de multiplicar o melhor de si mesma!

terça-feira, 17 de abril de 2012

A PAIXÃO QUANDO VICIA !

Quando a paixão vicia, chamamos de Limerância. São pessoas que não passam do estágio da paixão que tira fome, sono, causa euforia, correspondida ou não, para a fase mais tranquila ...o amor. Se trata de umá prisão consentida denunciada pela adrenalina. Por um sentimento instável e ansioso, fazendo o sujeito a apresentar sintomas físicos parecidos com os do pânico e depressão. É uma prisão quase psicótica que declina o bom senso e a razão. A paixão em sua origem semântica , representa sofrimento do grego" Pahtos", e suplício, do latim "Passio". A Limerância é um extremo deste sentimento da paixão. Parece um desencontro do sujeito com qualquer sentido de satisfação. Ele nunca estará satisfeito. Desta falta estrutural , já nos fala a neurose freudiana. Mas há algum outro componente inerente e específico que deflagra toda esta patologia. Não se sabe ainda o porquê do seu desenvolvimento e evolução em determinadas pessoas e relações. Mas há pesquisas neurológicas em andamento. Mas enquanto não se tem respostas fisiológicas, entende-se como uma condição comportamental. Poderia classificar a Limerância, como um tipo de adição, droga. Pois o sujeito tanto pode viciar no objeto, pessoa, como no sentimento que esta adrenalina provoca. Substituindo assim suas "paixões" a toda hora; desde que obtenha as mesmas sensações de prazer patológico.É preciso não idealizar tanto um parceiro(a) ou relação. Pois isto provoca uma outra questão: Ninguém serve! Logo, a dificuldade de comprometimento, aumenta proporcionalmente na medida em que este sujeito não sente mais a necessidade e desejo de se envolver em relações saudáveis. Onde há dias bons e ruins. Onde temos momentos de presença e ausência na relação.
Então, importante pensar quando este deslumbramento se torna mais importante que tudo, inclusive que a dor do apaixonado, que frustrado, angustiado, doente, não consegue um limite ou um avanço na sua estrutura de saber lidar com os seus desejos e prazeres. Mudar de paixão, logo, não resolve o problema. É preciso falar disto e alguns casos usar medicação, enquanto se elabora os motivos que edificaram este sintoma. Buscar no outro ou em algo, aquilo que não encontrou dentro de si, é a pior forma de iniciar este vício. O "outro", não passa de uma projeção idealizada daquilo que alguém não deu conta sozinho, por si mesmo. E vê neste sentido, um alívio para a sua falta e frustração como sujeito. Grande engano!!! 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por tão pouco....

Quanta pressa.... olhos que passam vidrados pela vida e em preto e branco virtual. Cadê o olhar mais demorado? Aquele beijooo...em que se perde a noção do tempo? aquele abraço no filho que chega da escola, ainda pilhado do dia...podendo ser acolhido com calma, por inteiro, único! E o efeito colateral de tanta pressa, leva a ansiedade de não dar conta de tudo. Que angústia! Quantos casamentos que acontecem por tão pouco , ....mas é preciso garantir! E por tão pouco... se separam! Mas é preciso se garantir! Traições de todas as formas em todas idades e intensidades, se configuram por instintos tão egocêntricos e narcísicos. Espere um pouco mais! Seria tão bom correr para a vida, para o mundo, mas com o bom senso da sabedoria e sensibilidade de quem reconhece a velocidade e enxerga na lateralidade da vida. Foco, sempre é bom! Mas olhar em volta, sentir um pouco mais, pode fazer toda a diferença em tempos de informações tão eficientes e viciantes. Se permita ir longe, mas chegue inteiro e carregado e não pela metade, vulnerável pelo ritmo que os tempos pedem. Não se perca por tão pouco! Por uma mensagem que não chega, um e-mail, um feedback...não se resuma ao desejo do outro que nunca se satisfaz. Amplie as suas percepções, aguce seus sentidos e reflita na palavra, antes, as ações que tomares. Não se abandone por tão pouco... Mude a postura e exija mais de si do mundo. Simplificar a vida é abreviá-la!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

UM POUCO MAIS...

Amar é ver além do concreto. É escutar mais além da frase dita. É falar mais além da palavra. É sentir um arrepio na pele e um tremor na carne.É se movimentar apressadamente tranqüila. É pensar que vale a pena a entrega, sem receio ou garantia. É sentir uma paz inquietante na alma que faz o coração bater forte e sereno. É uma ambivalência do encontro dos valores e das pulsões. É um hemograma sem referências... é singular! E simplesmente, é estar mais perto daqueles que amamos, mesmo quando eles estão além de nós.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

O Vazio do fim de ano...

Uma queixa comum nesta época do ano, é o stress. E junto com ele toda a sua potencialidade para cursar com outros sintomas comportamentais e físicos. Mas o que de fato será que acontece nesta época, que todos parecem correr na mesma direção buscando um não sei o que, num não sei aonde???
Pode parecer uma falta de planejamento e logística da vida. Mas há algo que me chama muito a atenção: Um vazio....a presença deste vazio...de uma espécie de fechamento de ciclo, mas que ainda não está completo. Há "coisas " pra fazer, entender, mudar, tirar, pensar, antes deste ciclo fechar. O que gera uma energia suficiente para as pessoas preencherem seus "vazios" ou somatizá-los. Funcionar com prazos ou metas , exigem uma certa gestão emocional. Daí a idéia de rever o conceito desta época em nossas vidas!
A neurose de dar presente e se fazer presente na vida das pessoas, precisa ser avaliada. Só vale a pena, se for na medida da saúde. Sem stress e com um objetivo interno bem resolvido. A neurose sempre quer agradar a todos....e que deixa melhor que esta para fazer "aqueles" acordos com a culpa, que deflagra toda esta questão. Fica a idéia.... Pensar melhor no prazer que faz sentido é bem melhor do que depois ter que lidar com um custo alto na conta do banco e do emocional. Fiquemos atentos às pegadinhas da mídia, aos primeiros destinos da pulsão econômica e vire o ano sem virar-se do avesso!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Anorexia & o Contemporâneo

Pensando na anorexia como sintoma .... sintoma que quer dizer algo. Então, pode-se pensar na estreita relação entre a linguagem na estrutura de um sujeito e nas patologias da neurose. A Anorexia quer falar de algo deste sujeito. Algo que ele não conseguiu deslocar em palavra. Usar aquilo que tenho  para falar de um corpo, de uma dor, de uma inibição, é justamente o âmago da questão. Quando o corpo recusa um alimento, ele recusa falar de si. Fica repetindo no sintoma uma forma fantasiada de uma realidade que não dá conta. Se fala com a boca na Anorexia....mas com a boca fechada. É preciso perceber se o campo da palavra está exposto ao sujeito anoréxico. Se a linguagem é constituinte para o sujeito, é possível pensar que em algum circuito da oralidade algumas letras constitutivas se perderam. Fazendo lacunas pulsionais confusas. É como se na musicalidade do som das palavras, se perdessem alguns tons e ritmos, transformando o sentido de uma determinada sentença. O sujeito faz um sintoma complexo de pulsão de morte, pois pode ser a única forma que consegue fazer se ouvir pelo outro. Há um rompimento com àquele traço primário de satisfação remanescente , em que o bebê é alimentado e satisfeito por um momento....até frustrar e assim sucessivamente. Sair deste lugar de desejo do outro é ir para onde? Para um não lugar. Por isso, podemos dizer que o estímulo do culto ao corpo, pode sim ser um fator desencadeante para a Anorexia, mas não deflagra sem a onipotente presença da estrutura neurótica da linguagem em sua face patológica, porém latente, esperando um grito interno para emudecer e só falar a partir de um sintoma . Sintoma sustentado por uma escolha.....aquela que de alguma forma , muitas vezes fatal, limita o outro à sua insignificância, dando um novo tempo e espaço para um novo corpo que padece em si todo o silêncio daquelas palavras “malditas”, que recusando ou regurgitando sílabas ...ainda é preciso escutar ! E aqui tem –se uma direção de cura. Escutar sem ânsia da necessidade ou Demanda do óbvio, daquilo que dá vida ao corpo e mente, o alimento. É preciso ir ao Desejo deste paciente. E de alguma forma dentro do tempo lógico de Lacan:” tempo de ver, tempo de compreender e momento de concluir”. É interessante pensar que o foco deste paciente é atemporal, ele perdeu a noção do tempo . Vida e Morte se cruzam numa ambivalência delirante. Não fiquemos no enunciado ( Vamos! Coma!) veja a enunciação: (Ok. Mas me fale de você...) Agora, já existe um lugar para lidar com este sujeito.
 Entre ganhos e perdas, há um caminho de volta!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

INSEGURANÇA

A insegurança faz parte da vida que é vivida. Da vida que nos desafia a buscar mais....ir além . Mas há momentos em que ela parece nos mortificar, tamanha inibição que ela provoca em nossos pensamentos e atitudes. O primeiro passo é quase impossível! Quase.... pois geralmente o segundo passo, já não consome tanto. Mas por que isto acontece? O medo de não ser aceito pelo outro, pode nos tornar mais vulnerável . Este sentimento pode ter origem geralmente na infância. Mas pode ser desencadeado a qualquer tempo...
Pois na infância o olhar daquele grande Outro, de nossos pais , por exemplo, ou de alguém que representa uma importância de um significante, pode desencadear em nossa estrutura uma forma de aceitação, de estima que vai nos marcar de alguma forma. Para uns, numa relação saudável, suficientemente boa com os outros que nos são referência e importância, formamos um pilar que sustenta melhor as frustrações. Por outro lado, quando este pilar não se edifica, podemos ficar mais expostos e menos crédulos da nossa capacidade. Não culpemos ninguém! Não se trata disto. Agora, podemos optar em construir esta forma de lidar com o efeito da causa. Buscar nas palavras um novo significado para trabalhar nossos medos e nas atitudes a chance de vencê-los. Todos nós lidamos com a insegurança.... ela é inerente ao que é humano. Mas quando ela nos paralisa, busque ajuda ok?

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

FRAÇÂO

Vida é existência.
 Parece tão simples resumir toda complexidade da natureza desta forma. Mas a grande questão é o que fazemos com ela quando somos convocados a Viver. Não é só decifrar aonde ela começa e porque termina. Se existir é um desejo de um Outro, então partimos da premissa de que a nossa existência por si só, é aleatória a nossa vontade. Mas a essência que vem com ela é o que nos adota. Então a Vida se faz em algum sentido que vamos descobrindo ao longo dela. A ética da vida é viver! Vida + Vida é = a uma nova existência que se desdobra em uma nova vida. Existir com tudo aquilo que a Vida tem , incluindo o seu fim, nos torna um sujeito capaz ou não de lidar com ela. Viver é uma  arte. Descubra o seu talento!

domingo, 28 de agosto de 2011

RETALHOS

Sequestrada pelo teu olhar , me apaixonei. E segui meus anos ao seu lado. Deixando pra trás o passado e fazendo a minha colcha de retalhos novos.  Mas esqueci que cada retalho trás impregnado um pouco de passado... Meu? Seu? Nossos? Simmmmmmmm.  Histórias de vidas que se alinhavam no presente inevitavelmente trazem suas marcas, seus desenhos. Quando me dou conta que o meu horizonte só vai até aonde você permite, tento num contra ponto desesperado, me alinhar aos teus passos e de novo, sou sua. Tento correr, mas sei que meu fôlego é curto. Não quero ir tão longe, sem você. Então eu ando do meu jeito. Lamento a mim mesma num dia feio e espero o sol.  Já não falo mais, pois sei das suas limitações, ainda que não as aceite, optei por adaptar-me. E no cárcere que construí, uso a minha imaginação para poder voar... Joguei a chave fora por opção. Há algo maior que compensa. Não espere que eu explique. Não há resgate para uma escolha assim. Bem, foi uma escolha... vou então continuar assim...confortavelmente coberta com a minha colcha .

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Jogo sem vitória

"Entrei no teu jogo! Você conseguiu atingir o meu ponto fraco. Agora sou refém da minha própria fraqueza na força perversa das tuas mãos". Palavras de um paciente que me fez pensar no por quê de algumas pessoas não conseguirem sair de uma relação infeliz. De estar com alguém pelas razões erradas e sentimentos controversos. O sujeito não sente mais admiração , mais carinho, mais química , que antes sentia; Já não vê mais um sentido no objeto de amor nem na relação em si. Nem mesmo acredita que ele ainda aceita tal situação em sua vida. Neste "Nó Borromeu" que está articulado ainda, o que então mantém este sujeito ligado a alguém que lhe faz mal? Penso ser o fantasma de um sintoma deste sujeito. Pode ser algo que se organizou lá na infância, na adolescência ou mesmo num momento difícil da vida. Não houve tempo ou desejo para resolver esta "falha", que agora aparece repetidamente, de forma primeiramente inconsciente e depois mais consciente nas vicissitudes da forma de lidar com as pessoas , o mundo e si próprio. A posição em que este sujeito se coloca. Quem sai ganhando ? geralmente , ninguém! Pois quem vive uma relação assim, sabe que nada flui naturalmente.... é preciso um grande esforço de ambas as partes para manter toda esta energia do sintoma. Há um desgaste imenso do amor próprio. Aqui falo da parte que não consegue se desprender e não da parte que prende. Bem, se em algum momento, acontece um insight , como este que aconteceu com o meu paciente, há uma probabilidade deste paciente lidar com o seu real sintoma e não com um representante dele . Agora há um lugar para resolver esta questão e não as que são geradas e repetidas por ela. Quando o jogo termina, uma nova perspectiva se abre. Sustentar uma relação doentia é adiar o inevitável encontro consigo mesmo.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A DANÇA DAS ESCOLHAS...

A liberdade é um estado de alívio completo! Uma dança... que exige a disciplina de uma bailarina e a precisão de seus passos. Mas com a leveza de um salto , depois de um grande esforço de propulsão de uma delicada sapatilha de ponta. Como disse minha filha, é um "pássaro voando dentro de você". Não preciso pensar em adrenalia para ser livre! não falo da catarse de pular de pára quedas.... falo de um outro salto... aquele salto que sempre tivemos medo, ou seja lá o que for que impedia. Ser livre por alguns momentos é quase um transe...ser livre , estar livre de algo que me prendia, é um doce encontro com a felicidade. Imaginar.... a liberdade maior! Não precisamos de movimentos radicais para sermos livres. Estar livre de uma doença, estar livre da rotina, estar livre para viajar, estar livre daquela gordurinha que encomoda, estar livre de uma ditadura, de uma ideologia, de alguém.... bem tudo começa num estado de, e só depende de você evoluir para o ser. Logo, estar livre momentaneamente é uma coisa. E ser livre..... já é quase um rompimento visceral . A liberdade insana, egoísta, é triste! É na verdade um grande engano de quem não está comprometido com a vida e os valores essenciais do que é humano. Ser leal à liberdade é pensar no outro também. Pois com certeza, a sua liberdade termina onde começa a do outro. Mas no devaneio de um momento, onde não precisamos de nenhuma química para sentí-la.... A liberdade se encontra naquilo que acreditamos e investimos. Pense por um momento: Será que o que me prende, está em mim mesmo? Bem, então há uma escolha! É isso! Ser livre é ter a possibilidade da escolha! É preciso coragem para ser livre. pode haver o desafio de renunciar a algo... Bem seja como for, você pode ser livre por pura e espontânea escolha!!! Coloque a sua sapatilha de ponta e dançe a sua liberdade conforme a melodia da sua música....aquela..... que só você sabe ou ainda descobrirá!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Saudade

Me fale da saudade... como não sentir saudades? às vezes dói, outras nem tanto. Lembranças são momentos de falta sem saudade. Lembranças, doem menos. Mas a saudade... é uma tatuagem!
Ela está marcada na pele, num cheiro, num gesto, num silêncio, num olhar... é um sentimento de retorno.
A minha história é cheia de saudades.... pois já foi, é passado! Mas se faz presente, quando sentida.A saudade é a presência de uma ausência a espera de um reencontro. Não há, muitas vezes, um objeto defenido. Há algo que remete! Que palavra heim? SAUDADE; SAÚDE-IDADE; Fragmentando esta exclusividade do português,  há uma união de corpo e fases. Então cada fase da vida, a saudade vem com uma percepção diferente. Porém não menos ou mais. Ela tem luz própria. Decifrar a sua saudade é saber um pouco mais de você. Que coisa é essa que me faz ir, mas deixa partes de mim no que ficou?
Que companheira eterna do sujeito que só sente saudade daquilo que viveu. Se não, é arrependimento.
Sentir a transitoriedade da saudade, é como admirar e sustentar o desabrochar de uma linda flor num momento, numa época. Na sua efêmera passagem ... Então, sentir saudades é bom. Negá-la, é fuga.
Viver de saudade, não é vida! Viver para contar histórias que deixaram saudades, são experiências. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

A Saída da Perda.

Quem sente uma perda, é porque um dia já teve de alguma forma aquilo que perdeu. Nem que apenas a esperança de um dia ter. Quando acontece esta ruptura , vem a impotência desta dor, daquilo que eu não posso mais mudar. Acabou. Ok, o luto começa a articulação das suas 5 fases e se bem sucedida, escapamos da implacável melancolia. Mas cada um de nós tem um ritmo para lidar com as suas perdas. E isto é de extrema importância para  o sujeito. A perda nos é familiar, uma dor quase conhecida... porque é um dos primeiros sentimentos que vivenciamos na primeira infância, na relação ainda simbiótica com a mãe, que vem a ser saudavelmente,  atravessada pela presença do Pai. Então, por isto Freud escreve que o" estranho é familiar". E se assim, já conhecemos este sentimento, por isto o tememos. Não temos medo só do desconhecido... daquilo que formamos um juízo de valor e afeto, também nos inibe. Mas passado o dano da perda, precisamos pensar em ganhos. Pois se ficarmos paralisados no dano, a vida não segue. Aprender a conviver com a perda já é um ganho. A saudade são lembranças que doem... quando conseguirmos viver com estas lembranças convertidas em história pra contar, experiência pra passar, algo para não repetir, onde o lamento nos fortalece e não nos destrói, a única saída é não se perder junto, isto é a melancolia que falei acima, logo, não podemos usar o se... se eu não tivesse.... se eu tivesse...., precisamos das lembranças sem dor, que nos referencialize na vida e em direção a ela. Naquilo que somos , porque um dia fomos. Na verdade, passamos a nossa vida lidando com a nossas perdas. Não tem fim. Mas nem por isto deixamos de aprender com elas, por piores que sejam... existe aí um lugar de alento, dentro de você! Se não volta mais, não será mais como era, então precisamos fazer de um novo jeito para conseguir viver apesar do pesar da perda. Não tentemos voltar ao absoluto daquilo que era! Será uma busca sem fim. Lide com a dor a seu tempo e guarde as boas lembranças no coração, a saudade nos momentos em que as lágrimas chegam, e a esperança de que  você conseguirá nas margens do tempo, viver em Lá maior e não em Dó menor na melodia de tudo que ainda está por vir.
Bjs,e em especial há uma querida família, a quem dedico estas linhas.
Ale.  

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Espera

Às vezes a espera é algo insuportável. Impaciência? Não só...
É impressionante a capacidade que temos de transformar uma letra ,
no alfabeto! Entendo que quando se está esperando por algo ou alguém, nos tornarmos vulneráveis e tendenciosos. Penso em confiança e estima. Pois o pensamento entra num viés negativo e parece atualizar todos aqueles sentimentos de fracasso e rejeição. E isto é puro devaneio transitório da espera. Para o prazer de uma espera não se transformar na tortura do abandono, onde uma onda de adrenalina invade o corpo e "pensar o pior" é inevitável, PARE  o curso deste pensamento , criando uma nova perspectiva de pensamento. Pense algo positivo. Crie possibilidades para justificar esta espera, sem sofrer tanto. O esperado, pode não fazer a mínima ideia do julgamento pelo qual ele já passou. É importante, deixar o outro se explicar de forma imparcial. Se você já cria uma postura reativa diante da circunstância, talvez jamais saberá realmente o que aconteceu. Não sucumba ao gozo histérico da expectativa de uma espera, sem antes, ouvir o outro lado. Afinal, quem espera também é esperado.